Cada vez são mais os especialistas na saúde mental infantil que defendem a ideia da conveniência de consciencializar os pais da necessidade de se “estabelecerem limites”, de saberem dizer “não”, no fundo “saberem disciplinar”.
Ainda recentemente, numa entrevista conduzida por Joana Silva Santos ao psiquiatra Daniel Sampaio, este especialista afirma isto mesmo, considerando ser esta necessidade tão importante como o amor e o carinho e que deve, até, iniciar-se o mais cedo possível.
Porém, conseguir estabelecer estes limites pode não ser tarefa fácil porque nunca houve uma verdadeira orientação de como se deve proceder.
Esta necessidade tem de ser aplicada de forma clara, concreta, constante, coerente e consequente. Ora estas palavras são muito bonitas mas como é que se põe em prática? Pode-se, também, reforçar esta pergunta, com uma outra: como se pode ensinar um jovem a aprender a andar de bicicleta apenas com instruções escritas ou verbais?
O que é realmente necessário é levar o jovem a praticar o andar de bicicleta, acompanhado por um adulto, como uma espécie de amparo, até conseguir que o faça sozinho. Da mesma forma, neste “estabelecer de limites”, é de toda a conveniência que os pais e adultos em geral que lidam com crianças e/ou jovens, sejam orientados por técnicos especializados nesta área para atingirem os objectivos que pretendem.
É, também, nesta situação que a COE pode intervir, através da sua equipa técnica, a todos os interessados que a solicitem.
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