Homessa! Então agora são os filhos que batem nos pais. Só faltava esta! Situações deste tipo denunciadas à Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) estão a aumentar, conforme entrevista publicada no Correio da Manhã, de 04 de Maio de 2008.

Todavia, há que considerar muitos mais casos que não são nomeados por as vítimas preferirem manterem-se no silêncio, por motivos óbvios.

Pergunta-se: O que é que, nós adultos, andamos a fazer, ou a não fazer, aos nossos jovens? Será que estamos a lidar com eles da melhor forma? Ou há algo que nos está a escapar? Será que se tem que voltar ao tempo do “castigo”? Incutir-lhes medo de represálias? Não, não é por ai! Será que se tem de deixar fazer o que eles querem? Também não é este o caminho! Então o que é que se deve fazer?

Há tanta informação, tanta informação que nós, adultos, acabamos por não saber como lidar com os jovens. Uns dizem uma coisa outros dizem outra e ficamos ainda mais confusos, culpados, ansiosos ao ponto de ficarmos como que paralisados perante estas atitudes. Basta…. Basta!

O pouco/muito que se já sabe hoje sobre o desenvolvimento infantil e juvenil, constitui já uma boa ajuda para quem lida com eles. Porquê não se informar sobre os novos contributos das ciências humanas que a COE propõe, para o ajudar a conseguir que a criança/jovem tenha um desenvolvimento mais saudável e sobre a forma mais eficaz para lidar com eles, para melhorar o relacionamento, antes de chegar a estas situações dramáticas denunciadas pela APAV?

Não pretende a COE vir também dar mais informação mas, pelo contrário, ajudar todo o adulto que assim o desejar, a aplicar técnicas simples, tendo sempre em conta a personalidade de cada criança/jovem (ainda em construção) e do próprio adulto. Desta forma, a COE dará um acompanhamento até que sejam conseguidos resultados positivos.

As crianças/jovens, nesta situação de agressividade, têm muitas necessidades de ordem psicológica não satisfeitas, necessidades estas que se foram acumulando e intensificando ao longo dos tempos. Estes comportamentos agressivos demonstram, em geral, que a criança/jovem tem muita dificuldade em construir a sua identidade.

António Valentim , Psicólogo da COE