A imagem que os jovens têm de si próprios baseia-se, muita das vezes, na figura de pessoas públicas que eles admiram e que acabam por imitar, porque desejam ser parecidos com elas.
Deste modo, a excessiva exposição de mulheres como objectos sexuais nos meios de comunicação social, como se pode ler no artigo “Imagem da Mulher como Objecto-Sexual tem Efeitos Negativos nas Raparigas”, prejudica o desenvolvimento saudável dos jovens e neste caso das raparigas.
A jovem, no percurso da construção da sua identidade, precisa de experimentar coisas diferentes até encontrar aquelas com que se identifique. Imagens dos seus ídolos associadas a mensagens eróticas ou sexuais levam-na a querer imitá-los.
A melhor forma de combater o impacto negativo desta invasão mediática nas jovens, em geral, é ajudá-las a sentirem-se bem com elas próprias durante o seu desenvolvimento. Não se trata de satisfazer todos os seus desejos ou caprichos, mas sim satisfazer as suas necessidades de ordem psicológica (para saber mais sobre este assunto cliquem em “Exemplo da Aplicação do PTIG – 04/06/2008″ ou contactem-nos directamente).
Por norma, nós adultos, investimos muito na preparação técnica e académica dos jovens, mas no que diz respeito à satisfação das suas necessidades psicológicas não estamos preparados para os ajudar, para lidar com a situação da maneira mais adequada. Pensamos que o nosso instinto se encarregará de trazer as orientações certas para ajudar o seu desenvolvimento. E o que acontece, na maior parte das vezes, é este instinto não ser mais do que tentar transpor para o jovem a satisfação de algumas necessidades psicológicas que ainda se encontram insatisfeitas em nós próprios.
Quando esta situação se complica recorre-se, normalmente, a um profissional de saúde mental. Pergunta-se: Porquê atingir este estado de coisas quando, hoje, se pode prevenir antecipadamente e, assim, evitar futuros males maiores? Apesar de se estar consciente que grande parte da psicopatologia tem as suas origens nas relações precoces, no contexto familiar, incluindo a possibilidade de factores genéticos, há sempre uma grande probabilidade de compensar esta pré-disposição patológica.
A COE, com as suas várias actividades, vem também ao encontro destas necessidades, proporcionando aos jovens um espaço, um ambiente descontraído, que possibilita um desenvolvimento mais saudável, acompanhados por professores especializados. A COE, consciente que deve também envolver todo o adulto em contacto com os jovens, para lidar da melhor forma com eles, realiza várias actividades dinamizadas não só nas suas instalações mas também em escolas ou outras entidades que solicitem o seu apoio.
António Valentim, Psicólogo Clínico da COE
Deixe um comentário