O regresso às aulas, à rotina diária, pode constituir estados de ansiedade e nervosismo tanto aos pais como às crianças e jovens. Trata-se do já conhecido síndrome post-férias que se manifesta na forma de cansaço, stress, mudança de comportamento ou alteração do sono entre outros. Os pais deverão ter nestes dias iniciais uma especial paciência e tranquilidade com os seus filhos sem lhes exigir muito e procurando ter um pouco mais de tempo para lhes dedicar.

É conveniente que seja transmitida à criança uma impressão positiva do que representa o ir para a escola ou o regressar a ela, realçando, por exemplo o prazer de reencontrar os seus companheiros, o poder compartilhar com eles a forma de como passou as suas férias, os novos colegas que vai conhecer, os novos professores, as novas matérias que vai aprender, os novos livros, o novo material escolar e por aí fora.

Segundo o psicólogo Bernabé Tierno, é de toda a conveniência que a criança ou o jovem tomem contacto com os novos livros antes de o professor começar a ensinar.

Nesta fase especial de regresso às aulas a necessidade de lhe dar mais atenção, no sentido da criança/jovem desabafar, de verbalizar as suas emoções e os sentimentos como por exemplo: poder sentir-se mais ansiosa ou frustrada, vai ajudar a reflectir mais sobre o que está a acontecer com ela. A criança/jovem sentir-se-á como que protegido e mais capaz de enfrentar as dificuldades que possam surgir, alimentando desta forma a sua auto-estima e a sua auto-confiança.

É também importante que se procure que haja um diálogo entre os pais e os professores logo desde o começo do ano lectivo. Os pais terão de encontrar nos professores colaboração na educação dos filhos, tendo sempre em conta a diplomacia, o interesse e a cumplicidade.

As crianças e os jovens não devem sentir que o regresso à escola é uma obrigação, mas sim uma situação de novas possibilidades para adquirir mais conhecimentos intercalados com momentos lúdicos, ou seja, os momentos de ócio também são muito importantes. Isto requer uma boa administração do tempo para que tudo se possa encaixar harmoniosamente.

António Valentim