Se estivermos à espera que sejam os acontecimentos que nos venham proporcionar o bem-estar, provavelmente, vamos permanecer muito tempo nesta expectativa, na esperança de que, um dia, o mundo mude em função dos nossos desejos. Bela ilusão essa que só cria sofrimentos psíquicos! Todavia sonhar é saudável, mantém viva a criatividade de cada um e que, às vezes, tanto falta, mas há que haver uma adaptação à realidade do mundo em que vivemos. Às vezes até se torna benéfico sonhar algo irrealizável, mas desde que se seja capaz de regressar à realidade e conseguir distinguir estes dois mundos. E é aqui que reside a dificuldade!
O nosso bem-estar não é uma meta a alcançar ou que dependa apenas de acontecimentos exteriores, pelo contrário, é uma prática diária que depende da forma como encaramos a realidade e das expectativas que fixamos, independentemente dos acontecimentos exteriores. Claro que há acontecimentos externos que nos fazem sofrer e que são inevitáveis. Por esta razão, é necessário, desde muito cedo, ajudar as crianças e os jovens a lidar com as situações desagradáveis quando elas se apresentam. Esta ajuda requer a aprendizagem de uma certa técnica adequada muito embora haja, no momento actual, pouco ensino sobre isso. Por exemplo, como o saber lidar com a frustração ou com a ira.
Se fizermos com que os nossos filhos, desde tenra idade e durante 15/20 anos, cresçam na expectativa de que quando forem adultos têm que ser ricos, famosos, bonitos, competitivos no intuito de serem os primeiros entre os demais, não estranhemos, então, que eles, mais tarde, se deparem com dificuldades para se sentirem bem com eles próprios e que acabem por enveredar por caminhos sinuosos como: o alcoolismo, a droga ou qualquer outro tipo de dependência. Esta escolha não é mais do que uma espécie de fuga à realidade demasiada dolorosa. Incapazes de perceberem ou de se questionarem sobre o que se está a passar com eles porque nunca foram ensinados nesse sentido, acabam também por culpar tudo e toda a gente pelo seu mal-estar.
Põe-se então a questão: Qual é a melhor forma de lidar, diariamente, com as crianças e com os jovens para que tal não aconteça, para se conseguir que se tornem adultos mais equilibrados psiquicamente?
Mais uma vez, tem sido a COE uma das poucas organizações que vem desenvolvendo, nos últimos tempos, várias actividades que vão neste sentido. A COE actua com o propósito de sensibilizar os adultos que lidam com crianças e com jovens a terem as atitudes mais aconselháveis perante os mesmos e de como as pôr em prática, mas sempre com a preocupação de não querer culpabilizar quem quer que seja.
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