“A maior loucura do ser humano é continuar a ser fiel aos seus pensamentos, mantendo o seu sistema de crenças, repetindo constantemente a mesma coisa vezes sem conta, sempre à espera de obter resultados diferentes!”

Li esta frase há já algum tempo… no entanto, fez tanto sentido para mim que ainda hoje a recordo!

O que tem esta frase a ver com a nossa educação ou com o modo como vivemos em geral?

Questões para reflectirmos neste Post:

  • Por que chegamos todos os anos à noite do dia 31 de Dezembro, comemos umas passas, elaboramos e pedimos para os nossos desejos se concretizarem porém, depois, continuamos durante o ano a viver mais um ano com o mesmo tipo de problemas ou com o mesmo padrão de vida? (E nada muda!)
  • Por que desejamos criar escolas onde o sucesso, a disciplina e a motivação sejam uma realidade mas, ao contrário do que queremos, cada vez mais existe desmotivação, insucesso e indisciplina?
  • Por que um determinado atleta não quer ficar nervoso ou stressado numa determinada competição e, ao contrário do que deseja, ele fica neste estado negativo o que o impede de atingir os resultados para os quais estava preparado?
  • Por que desejamos ter mais dinheiro e cada vez estamos mais “pobres”?
  • Por que o aluno não quer ficar nervoso no teste de avaliação que vai ter mas o que quase sempre acontece é, no momento do teste, ficar nervoso ao ponto de ter uma “branca” (esquecer o que estudou), obtendo, muitas vezes, resultados negativos?
  • Por que queremos criar uma relação na base do respeito, do amor, da paixão, da partilha, … e constantemente criamos relações na base do conflito?
  • Por que queremos viver em paz, na tranquilidade, com saúde, amigos e, na maioria das vezes, é exactamente o contrário que acontece?
  • Por que se fala há centenas e milhares de anos em Paz mas o que predomina no mundo é a Guerra, o Conflito?

Nas nossas vidas obtemos o que queremos ou o que criamos? Qual a diferença, na prática, entre “querer” e “criar”? Porque não obtemos o que queremos? Porque obtemos nas nossas vidas, em geral, o contrário do que queremos ou desejamos?

Arlindo Martins