Se o ser humano não vive para aprender a viver em equilíbrio consigo, com os outros seres e com a natureza em geral, para que vive?
Mas o que é isto de “APRENDER A VIVER EM EQUILÍBRIO”?
Para que isto aconteça, nós, equipa COE, consideramos que é fundamental educar para “Humanizar o ser humano”.
Depois de muita pesquisa e resultados da nossa experiência como pais, professores, psicólogos, formadores, consultores, …, concluímos que para “Humanizar o ser humano” é necessário uma profunda transformação do nosso sistema educativo ou da educação em geral.
Consideramos que isto terá de passar, nas relações pessoais e educativas no dia-dia, entre outras coisas, pela aplicação e pelo respeito de vários princípios que guiam e orientam a intervenção da COE:
- As qualidades mentais humanas só são potencializadas com uma educação adequada.
- As aprendizagem surgem na experiência, da interacção do ser humano com o objecto.
- A criança aprende os valores, fundamentalmente, pela observação e imitação e não só pela intelectualização.
- É urgente a criança passar menos tempo na escola dedicada à memorização de conhecimentos e factos e passar mais tempo a brincar, fazer desporto, dedicar-se às artes e à vida ao livre.
- A estimulação apenas da memória cria seres humanos desequilibrados. É preciso educar o ser humano na sua totalidade.
- Educação é educar para a humanização.
- Educar é conhecer, respeitar e saber como actuar, ajudando a criança no seu desenvolvimento maturacional psíquico.
- Educar não é apenas assimilar conhecimentos, é, fundamentalmente, desenvolver a inteligência, a sabedoria, aprender a pensar.
- Educar é aprender a comunicar.
- Uma escola é um lugar de tempo disponível, onde o educando e o educador estão ambos a aprender.
- Educar é respeitar o outro, é ajudar a viver com alegria, com motivação.
- Educar é ajudar a desenvolver e a viver com auto-estima.
- A avaliação só faz sentido existir quando ajuda o individuo a conhecer-se melhor, ajudando a crescer, a aprender e a libertar-se de medo. A avaliação comparativa destrói a auto-estima.
- Só há educação, crescimento e aprendizagem quando há autoridade (diferente de autoritarismo).
- Educação existe quando se estabelecem relações naturais - discípulo e autoridade.
- Educar é reconhecer e satisfazer as necessidades de ordem psicológica no indivíduo.
MAS COMO SE FAZ TUDO ISTO DE UMA FORMA CONCRETA E PRÁTICA?
Esta é a grande questão! Pois o que acabamos de referir são ideias e conceitos.
O nosso trabalho centra-se fundamentalmente em passar dos conceitos ou das ideias a estratégias ou modos de fazer na prática que criem as intenções que, efectivamente, são preconizados nos conceitos e ideias.
Olá Ana Cristina Matias,
Sim, efectivamente, toda a avaliação que se alicerce em modelos de comparação afecta, de forma negativa, a auto-estima.
Toda a avaliação comparativa gera atitudes ou pensamentos relacionados com: “Eu tenho melhor resultado que tu” ou “Eu tenho pior resultados que tu”. Tais pensamentos dão origem à competição. E, em toda a competição que o ser humano promove (enraizada na sua cultura, no seu modo de viver), o que importa, ou o que é importante, é o resultado. Sempre que o foco da nossa vida esteja, fundamentalmente, centrado no “resultado”, no “chegar”, no “ganhar/vencer”, … , o desenvolvimento saudável da auto-estima ficará comprometido. Poderá sim, para aquele que atinge o resultado, proporcionar a promoção ou valorização do Ego. E desenvolver uma auto-estima equilibrada, tal como deverá ser do seu conhecimento, não é o mesmo que desenvolver o Ego.
Toda a competição ou avaliação comparativa é centrada em motivação externa, que nada contribui, por si só, para um desenvolvimento equilibrado da auto-estima ou da personalidade do indivíduo.
Brevemente, o nosso Psicólogo, António Valentim, publicará algo mais sobre este assunto.
No entanto, para os leitores mais interessados nestes assuntos, recomendamos leituras dos seguintes autores: Krishnamurti, Augusto Cury, Osho, Marva Collins, Ruben Alves, Paulo Freire, Eduardo Sá.
A Equipa COE