Hoje, numa das aulas de Educação Física que dei à turma do 8ºB, conversei com os meus alunos sobre o tipo de relações que o ser humano estabelece entre ele.
Comecei por lhes perguntar o tipo de relações que existem entre os jogadores de Ténis e os de Frescobol.
Depois de alguma reflexão em conjunto, chegamos a algumas conclusões:
- a grande parte das relações que existem entre as pessoas centram-se na competição, como no jogo de Ténis;
- na disciplina de Educação Física (bem como nas outras), apesar das intenções teóricas dos governos e respectivas leis em preconizarem a cooperação como competência fundamental em cada ser humano, o que na realidade acontece é principalmente o desenvolvimento da competência relacional baseada na “competição” ou no “interesse”;
- as relações de competição funcionam “para eu ganhar tu tens de perder!”;
- as relações de interesse funcionam “eu ajudo/coopero contigo mas ficas-me a dever algo que te irei cobrar mais tarde ou logo que me dê jeito”;
- as relações de cooperação funcionam “Eu ajudo-te pelo simples prazer de te ajudar, não tens de me devolver nada nem te irei cobrar nada mais tarde!”.
Concluímos que o que distingue o tipo de relação que estabelecemos uns com os outros, seja de competição, de interesse ou de cooperação, é a maneira como cada um de nós pensa.
E esta maneira de pensar, que se reflecte no tipo de relações que estabelecemos, terá de ser preconizada e exemplificada por nós, adultos, pois somos as grandes referências das crianças. Elas aprendem connosco!
Se nós, adultos, formos o exemplo para os mais novos, não na teoria mas prática, quem sabe, contribuiremos para que o ser humano comece a viver e a criar relações de cooperação, dando origem a um Ser Humano mais “Humanizado”.
Afinal o que tem de acontecer no processo educativo ou o que se pode fazer na prática para criarmos relações de cooperação em detrimento das relações de competição e de interesse?
Nós, equipa COE, apresentamos soluções concretas e práticas para este efeito >>>
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