Dando seguimento ao artigo anteriormente publicado, iremos agora procurar dar resposta a uma das últimas questões que colocamos:

O que está, verdadeiramente, na origem da falta de motivação que se manifesta em comportamentos perturbadores ou desadequados por parte das crianças e jovens?

O que está por detrás da motivação? O que cria a motivação?

Não existe motivação se as NECESSIDADES PSICOLÓGICAS de cada um de nós não estiverem minimamente satisfeitas.

Temos necessidades psicológicas tal como temos necessidades de ordem física e fisiológica? Sim, exactamente. E se estas não forem minimamente satisfeitas, uma das consequências é, de facto, a falta de motivação que, como vimos na 1ª parte deste artigo, se manifesta em atitudes ou comportamentos perturbadores, desadequados ou negativos por parte dos alunos.

Entre muitas das necessidades psicológicas que temos, iremos referir aqui apenas algumas que nos ajudarão a compreender a falta de motivação que existe nas escolas bem como as nossas propostas metodológicas para lidar com elas (estas últimas a publicar num próximo artigo relacionado com a mesma temática).

Eis algumas das necessidades psicológicas que todos temos:

  • Necessidade de termos atenção, aprovação e reconhecimento
  • Necessidade de sermos respeitados, valorizados e de sermos aceites
  • Necessidade de termos liberdade de escolha
  • Necessidade de termos autonomia
  • Necessidade que nos estabeleçam limites
  • Necessidade de sentir que somos responsáveis
  • Necessidade de contribuirmos positivamente em prol dos outros

Quanto mais conseguirmos satisfazer as necessidades psicológicas dos nossos alunos, maior o nosso contributo no desenvolvimento equilibrado das suas personalidades. Consequentemente estaremos a ajudar na criação de adultos:

  • Com maior auto-estima e auto confiança;
  • Mais assertivos;
  • Mais empáticos;
  • Mais respeitadores;
  • Mais honestos;
  • Mais motivados;
  • Mais criativos;
  • Mais empenhados nas diferentes tarefas do dia-a-dia;
  • Com maior capacidade de gerir conflitos e situações de stress;
  • Com maior capacidade de ajudar os outros mas sem serem submissos;
  • Com maior capacidade de fazerem amizades mas sem serem dependentes.

No entanto, quanto menos estas necessidades forem satisfeitas nas nossas crianças e jovens, mais comportamentos perturbadores e prejudiciais teremos dentro da sala de aula. Estes poder-se-ão manifestar de diferentes formas, nomeadamente:

  • Agressividade;
  • Irritação;
  • Timidez;
  • Falta de vontade (preguiça) ou desinteresse;
  • Falta de atenção;
  • Isolamento.

Para saber mais sobre estas e outras necessidades, aconselhamos a consultar alguns dos artigos que se encontram já publicados no nosso blog na categoria “Necessidades Psicológicas”.

Actualmente um professor necessita de gerir variadíssimas variáveis relacionadas com a sua profissão, como por exemplo: programas escolares extensos, turmas com elevado número de alunos, avaliação dos alunos, alunos perturbadores, insucesso escolar, avaliação do próprio professor, preenchimento de “n” quantidade de papeis, atender e lidar com encarregados de educação, …

Perante tantas variáveis será que o professor é ainda capaz de satisfazer, na prática, em contexto de sala de aula, algumas das necessidades psicológicas de forma a gerar a TAL MOTIVAÇÃO NOS ALUNOS que todos ansiamos alcançar?

Temos boas notícias! Sim, é possível que isto aconteça!

Nas próximas semanas e meses iremos publicar alguns artigos onde responderemos a esta questão e a muitas outras. Apresentaremos, tal como prometido, técnicas, meios ou estratégias simples, que se manifestam em COMPORTAMENTOS, mas, ao mesmo tempo, de fácil aplicabilidade e que geram o tipo de resultados que pretendemos.

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A Equipa COE