Há variadíssimas razões para existirem adultos psicologicamente complicados. As causas são múltiplas (psicológicas, psicopatológicas, genéticas, biológicas, antropológicas, sociológicas, culturais e outras) e demasiado complexas para se resumirem a simples conceitos.
Todavia, ter em conta as necessidades psicológicas da criança ao longo do seu desenvolvimento, com as suas várias fases, avanços e recuos, ajudam a prevenir mal-estares psicológicos inúteis, ajudando-a a se desenvolver de forma mais harmoniosa, diminuindo a possibilidade em se tornarem adultos complicados independentemente do contexto em que a criança se encontra inserida. Não é preciso que a família seja financeiramente próspera. Pode ser uma família com poucos recursos materiais, mas riquíssima na satisfação das necessidades psicológicas da criança.
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Clip de qualidade excelente.
Nenhuma criança nasce para ser violenta nem nasce violenta. Que eu saiba a violência faz parte do adquirido. Mas não sejamos ingénuos, se o meio social familiar em particular é o potenciador da violência, o meio começa na zona intra-uterina. Toda a violência fisica e psiquica contra a grávida pode talvez potenciar tendências nesse sentido.
O amor não é apenas um sentimento, é muito mais um acto de calor humano denso: é uma abraço num filho, um beijo na face (nunca na boca como já vi fazerem), é contar uma linda história ao deitar, é admitir um erro ou uma ignorância, sei lá, puxaaaa!
A sociedade dita moderna roubou espaço ao casal para si mesmo. As pessoas já não ouvem o seu corpo, como podem ouvir os outros que são carne e sangue do seu? É preciso reensinar estas pessoas a ganhar tempo para carregar baterias, homem e mulher.
Cada criança é um ser humano singular, logo, diferente. Logo, com uma percepção, uma afectividade e um raciocínio próprio. Deixar essa diferença manifestar-se sem esmagar essa relação dialéctica é admitir essa diferença e permitir o seu saudável desenvolvimento.
Ainda bem que este projecto surgiu a pensar em adultos, crianças e bébés.
Termino. Peço desculpa, sou de filosofia. Li numa revista de um jornal que uma mãe apareceu na urgência de pediatria pq não conseguia fazer o seu bébé papar. O pedopsiquiatra mandou-a retirar-se do gabinete, pediu um biberão. Em silêncio quase absoluto agarrou no bébé nos braços e sorriu-lhe. Em menos de 5 minutos o bébé tinha papado. O stress que a mãe lhe transmitia não lhe dava segurança para realizar este processo essencial. Nâo basta dar comida. Algo muito maior falta.
Obrigados pela paciência de lerem.