Tendo em conta as variadíssimas opiniões construtivas manifestadas, quer em comentários escritos quer directamente, apoiando o trabalho que pretendemos continuar a levar para a frente em prol de um melhor relacionamento entre encarregados de educação ou com todas as pessoas que, de uma forma ou de outra, lidam com crianças e com jovens, apresentamos seguidamente alguns passos que a COE propõe para esse feito
Um primeiro passo é fazer com que cada vez mais pais e adultos, próximos das crianças, possam ficar mais conscientes de que são, efectivamente, uma solução para proporcionarem mais equilíbrio psicológico no desenvolvimento da criança e do jovem. E como é que é possível alcançar pais e adultos?
Um dos instrumentos a que, actualmente, se pode lançar mão é utilizando os meios de comunicação disponíveis, como, por exemplo a internet, para se difundir este tipo de informação sensibilizando-se um maior número de pessoas e, assim, começarem a ficar mais consciencializadas de que esta actuação, a de lidar com as crianças de uma outra forma, é mesmo necessária e possível.
Um segundo passo, é levar os adultos, sempre que possível, a perceberem a importância de estarem mais informados, mais sensibilizados e desejarem receber formação sobre o modo mais eficaz e prático de interagir com as crianças e com os jovens.
E como o fazer?
Uma das possibilidades é assistir às formações que a COE programa para o efeito ou as de qualquer outra instituição similar. Os participantes que se vão apercebendo da utilidade da formação não deixarão de contar a amigos e conhecidos as vantagens destas formações o que vai criar, pouco a pouco, o chamado efeito “bola de neve”. Mesmo todos aqueles que acharem que estas formações não são para eles, perceberão, pelo menos, que há sempre algo a melhorar e, assim, sabendo melhor dos assuntos que agendamos, poderão ser um veículo incentivador dessas formações para uma melhor interacção entre os encarregados de educação, os adultos em geral e as crianças.
O terceiro passo é a tentativa para que os encarregados de educação, e todo o adulto que lida de perto com crianças e jovens, se sintam apoiados, valorizados, reconhecidos e mais satisfeitos na sua tarefa, porque as crianças precisam de crescer com adultos que sintam confiança neles próprios e não que se sintam culpados ou, pior ainda, destabilizados. Todos estes aspectos são tomados em consideração nas formações que a COE propõe, até mesmo com pais que possam ser considerados mais “complicados” onde a abordagem será evidentemente diferente.
E mais, as formações têm, também, em conta as várias faixas etárias da criança. Não são formações para “amontoar” conhecimentos. Grande parte do tempo é dedicado à apresentação de exemplos, simples e concretos, de situações que se verificam no dia-a-dia. Demonstrar como se pode lidar melhor com as crianças, comparando-se modos diferentes de se interagir com elas, quais podem ser os mais aconselháveis e as suas consequências positivas no desenvolvimento psíquico da criança.
No final das formações, cada um tirará as suas próprias conclusões.
Transmite-se muitas vezes a ideia de que para educar uma criança é preciso investir muito tempo, o que não deixa de ser errado. Quem quiser passar muito tempo que o faça! Mas, o principal não é o muito tempo, é apenas o necessário. Se se souber lidar com as situações pontuais do dia-a-dia da criança serão precisos somente uns poucos minutos, mas sem a bloquear psicologicamente nem a deixar fazer tudo o que quer.
Tendo em conta de que tudo se inicia antes da concepção da criança, há também formações onde se trabalham as reais motivações do casal e das expectativas de cada um deles sobre a futura criança. Pretende-se, assim, não só tranquilizar o casal como também levá-lo a ter mais consciência das suas expectativas de forma a que não venham a interferir, ou o menos possível, negativamente no desenvolvimento da criança. É importante que se diga que todas estas formações são levadas a cabo sem o mínimo intuito de criticar ou de julgar seja quem for.
Estas formações têm sempre em conta as várias faixas etárias da criança:
- Antes da concepção da criança;
- Durante a gravidez;
- Do nascimento até ao primeiro ano;
- Do primeiro ano aos 3 anos;
- Dos 3 aos 6 anos;
- Dos 6 aos 12 anos;
- Dos 12 aos 17 anos.
É isto o que a COE propõe! Não é só para dizer coisas muito “bonitas” que se esquecem no dia seguinte. Cabe a cada um decidir do futuro que quer para as suas crianças, não podendo alegar que não se sabia o que fazer.
Não se pode ficar à espera que seja o governo a fazer algo neste sentido, iríamos, provavelmente, esperar muito tempo. Porém, se se conseguir uma conjugação de vontades, quantos mais melhor, poder-se-á alcançar alguma mudança positiva que, certamente e a seu tempo, irá até ter os seus frutos junto do poder politico que, por sua vez, começará a se interessar por este assunto.
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Bravo !…
Os antigos transmitiram-nos:
«É de pequenino que se torse o pepino»
As palavras significam outra coisa que seria bem melhor, digo eu, porque o já experimentei muitas vezes:
«Mais cedo qualquer ser adira volontáriamente a ser ela/ele próprio, pela explícita informação prévia (ensino, saber, …) pelos experientes (pais, «pastores», guias, professores,…» das alternativas que só ela/ele opterá, mais será amada/o, considerada/o, respeitada/o, aplaudida/o, mais depressa será feliz»
Assim, menor for a sabedoria, é o caso da recém nascida, maior é a atenção, respeito, para, eventualmente, ser respeitada/o, consequente felicidade recíproca.