É com muita “tristeza” que recebo mais um email com uma participação disciplinar de uma professora. Podemos constatar que cada vez mais são os casos em que o professor é vitima de violência, quer seja física quer seja psicológica.
Pouco depois de começar a ler este email, apercebi-me logo que a respectiva professora estava a criar todas as condições para vir a ter problemas com o respectivo aluno e turma.
É lamentável que nós, professores, utilizemos determinados comportamentos, estratégias ou linguagem que, por ignorância, arrogância, falta de formação adequada ou por outra razão qualquer (a razão não interessa agora para esta questão), que contribuiem para a construção do conflito numa relação professor aluno-turma. Nós professores não somos preparados/formados adequadamente para lidar com este tipo de situações, bem como muitos outras que a escola de hoje exige! Como consequência estamos a criar uma escola (em geral) onde a desmotivação, a falta de interesse, a apatia, a violência, o mal-estar, o insucesso, … são cada vez mais uma realidade!
Afinal:
-
Quais são as causas deste fenómeno em expansão?
-
Que soluções existem para melhorar esta situação?
-
…
Constato que este fenómeno da falta de autoridade, que se reflecte, entre outras coisas, na violência aos professores por parte dos alunos, … não tem melhorias para breve.
O que é que professores, pais, governo, autarquias, centros de formação, … têm feito que esteja a contribuir, efectivamente, para a melhoria deste fenómeno?
Como o Projecto COE não é um local onde apenas se constata a realidade mas, acima de tudo, é um local onde procuramos apresentar soluções concretas para criarmos uma educação motivante, informo que nos próximos meses continuaremos a publicar neste blog mais algumas soluções concretas e eficazes para que nós, professores, possamos recomeçar a construir a nossa autoridade em sala de aula, algo fundamental para todos os envolvidos no processo educativo: professores, alunos, pais, …
No entanto, caro leitor, qual a sua opinião sobre este assunto?
Convidamo-lo a conhecer e a ver todos os nossos filmes/documentário no youtube (projectocoe) no endereço: http://www.youtube.com/results?search_query=projectocoe&search_type=&aq=f
(Se gostaria de receber as nossas novidades, quinzenalmente ou mensalmente, e ainda não se inscreveu na nossa mailing list, convidamo-lo a inscrever-se na mesma preenchendo o campo“Email” no nosso site logo a seguir a “Mailing list – Subscreva à nossa mailing list”)
É verdade… o fundamental é o AMOR. Quando se diz que é necessário uma mudança de ATITUDES, pressupõe-e alguma coisa… pressupõe-se exactamente, que só com AMOR se poderá vencer uma crise grave… mas a crise pressupõe doença… as pessoas estão doentes, quando deixam seus filhos chegar ao ponto a que chegaram e TODOS temos filhos ou quase. Nenhuma doença se trata, sem que seja encontrada a sua origem. Fechar os olhos às causas, só leva a novas reformas sem pés para andar. Não procuramos CULPADOS, à maneira da igreja, mas tem que se ver a origem dos problemas e francamente gostava de saber que crianças sabem o que querem das escolas?
Quando se fala em mudança, certamente não é para dar continuidade a uma prática que dura há mais de 50 anos, mas isso não quer dizer esperar que sejam crianças a fazer reformas educativas ou será que nós os adultos já não temos capacidade e mais conhecimentos para saber onde se errou e o que é importante? Será que as crianças sabem o que é importante? Para muitas crianças que conheço, garanto que o que querem das escolas é não fazer nada. As que querem fazer alguma coisa, não estão incluídas nos números de crianças com problemas comportamentais e que dão problemas… essas são as que tentam ajudar a encontrar soluções em paz e que estudam e que estão preparadas para uma mudança real.
É importante salientar que o problema está SIM na EDUCAÇÃO QUE OS PAIS ESTÃO A DAR A SEUS FILHOS, sem respeito por nada nem pelos pais… sem ocupação válida e só procurando a diversão, modas, música, computadores e coisas que tais… para não falar de álcool e droga. Não estamos a falar de coisas leves. Estamos a falar de coisas muito graves que já não se resolvem assim com gestos piedosos cheios de AMOR, sem uma boa estratégia de trabalho e apoio de toda uma escola.
Continuo a dizer que não é com poesia que se vai conseguir enfrentar o problema. É com AMOR SIM… e BOM SENSO… e INTELIGÊNCIA e CONHECIMENTO… a poesia será muito apreciada depois, quando as coisas estiverem em paz..
Nada se faz com a selecção dos bonzinhos e os mauzinhos. Trata-se de uma mudança para centenas de alunos, por isso não é uma reforma caseirinha.
Gostaria de ver aqui ideias realistas, porque para fazermos reflexões piedosas e filosóficas que todos sabemos, não vale a pena. Eu dei algumas pistas… nem todas serão aproveitáveis, mas muitas são boas opções. Gostava de saber de outras opções práticas.
É altura de pôr a inteligência em acção.