Partilho aqui o conteúdo de um email que recebi de uma das associadas da nossa maling list. É referente ao funcionamento de uma escola na Finlândia. Muito interessante …
Para mim é mais um exemplo concreto/real que a mudança na educação é possível!
Desejo que esta partilha seja mais uma experiência de inspiração ou de referência a todos aqueles que, como nós, equipa do Projecto Criar Outra Escola, procuram contribuir para criar mudança no sistema educativo com soluções concretas e eficazes!
Caro leitor, o que tem a dizer sobre esta realidade?
Convidamo-lo a conhecer e a ver todos os nossos filmes/documentário no youtube (projectocoe) no endereço: http://www.youtube.com/results?search_query=projectocoe&search_type=&aq=f
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Após leitura cuidadosa da visita à escola da Finlândia, dou por mim a pensar que muito do que vi já eu vivi, na minha escolaridade.Então refleti sobre o assunto: na Finlândia, uma das grandes prioridades é a Educação e tem lógica, pois é a base de uma Sociedade. No passado, os pais não iam à escola, a não ser quando chamados e entendiam que as regras da Escola eram para ser respeitadas.
Até aqui tudo bem. Então algo falhou…
Não posso apenas culpar os pais, porque também sou mãe e tem sido difícil passar a mensagem das minhas perspectivas da Escola e da Educação e posso dizer, que no meu caso, a escola falhou redondamente… tenho argumentos suficientes para o demonstrar, porque tudo o que acreditei e pus na prática, como professora, serviu aos alunos, mas ao filho não.
Então tenho de acreditar que as regras têm de ser bem definidas à partida e os professores têm de ser os primeiros a cumprir e dar o mote. O provérbio “Faz o que digo e não o que eu faço” está obsoleto, e ainda bem. Então tem de haver exemplo para que esse tenha de ser seguido, pois não estamos a lidar com adultos que sabem bem o que querem e o rumo a seguir mesmo que os obstáculos sejam grandes.
Podem dizer: – Então e os pais? Sim, também… mas não podemos obrigar o outro a fazer o que eu desejo. Então resta a classe que se deixou abater pelo desânimo, pela apatia, pela revolta… Quando criança já lia que a profissão de professora era de “sacerdócio” e na continuação dos anos verifico que é uma das mais lindas profissões, a qual abracei sempre com muito entusiasmo.
Na Finlândia é o professor que faz isto e aquilo, pois sempre fiz de tudo até à tarefa mais humilde (para poupar) e muito material coloquei do meu bolso para trabalhar com condições e formação a “peso de ouro”, ao longo da carreira. Sinto-me feliz até com as dificuldades e obstáculos que tive de superar.
Como conclusão: a disciplina com regras transparentes, objectivos comuns, conquista de créditos, partilha de tarefas… e tudo para o mesmo fim que é Educação.