No seguimento do 1º artigo anteriormente publicado, É urgente uma mudança de paradigma na educação, editado a partir das imagens recolhidas na Conferência “Por que está a ser cada vez mais difícil educar?”, venho publicar este 2º artigo. Aqui darei principal foco à necessidade de mudarmos urgentemente o modo como estamos a avaliar nas escolas e ao conceito de sucesso “errado”, que continua enraizado na nossa cultura ou no nosso modo de vida, reflectindo-se em práticas educativas que vão contribuir para que os nossos alunos desenvolvam o perfil A em detrimento do perfil B.
Para reflectirmos sobre este assunto, relacionado com a necessidade de mudarmos o nosso estilo de vida centrado no paradigma da escassez para um estilo de vida centrado no paradigma de abundância, elaborei mais um pequeno documentário onde o convido, caro leitor, a assistir e a deixar, posteriormente, um comentário sobre este assunto
Convido-o a ver a continuação deste documentário (parte 3 deste conjunto de 6 documentários) em “Mudança de Paradigma (3): sucesso e competição vs cooperação”.
Convidamo-lo a conhecer e a ver todos os nossos filmes/documentário no youtube (projectocoe) no seguinte endereço: http://www.youtube.com/results?search_query=projectocoe&search_type=&aq=f
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Cuidado amigos com os exageros!
1º tem que se fazer uma análise do mundo em que vivemos e DE que mundo queremos. As pessoas têm que querer e poder escolher. Se queremos continuar neste mundo dito civilizado com indústria, comodidades, modas, publicidade, computadores, etc… então vamos avaliar para ele. Não vamos entrar na ideia piedosa de ser bonzinhos e achar que todos são capazes e que não deve avaliar-se o desempenho e trabalho. Acho que sim… mais do que TER é importante SER uma pessoa válida, útil à sociedade, solidária, etc…Mas a ideia subjectiva de SER tem a ver com a Educação Cívica dos cidadãos, porque se queremos viver na sociedade como está organizada o TER implica responsabilidade. Não se é engenheiro por se SER uma boa pessoa… mas por SABER de engenharia e isso para todas as actividades. Não incrementar uma competição louca, não quer dizer incrementar a igualização. As pessoas não são iguais.
Há as que gostam de trabalhar… ou aprenderam que só com esforço atingem seus objectivos e há as que não querem esforçar-se e querem TER como as que estudam. É uma questão de justiça que está em jogo.
Quando as pessoas são das ditas normais, com potenciais idênticos, devem ser avaliadas a esse nível. Quando têm dificuldades devem ser avaliadas a esse nível…
Mas 1º há que haver um esforço para não fazer de pessoas normais, pessoas desinteressadas e preguiçosas.
As pessoas antes de tudo têm que ser educadas para que saibam que tudo na vida tem consequências e, NÃO aprender que se se é filhos do sr. tal, pode ocupar certos cargos sem trabalhar e que quem trabalha, mas não é rico, nem tem cunhas tem que se esmifrar e ficará sempre para baixo.
Mesmo que queiramos viver numa sociedade sem tecnologias avançadas, mais virada para a natureza, agricultura , meditação, etc… mesmo nesta sociedade cada um tem deveres e responsabilidades. Não vão uns viver encostados aos que trabalham e outros a dar no duro.
Cuidado!!!
O problema da avaliação está exactamente em estar-se a puxar para cima quem não trabalha e não quer trabalhar, porque os que não podem atingir determinados patamares, têm mesmo que fazer opções ao seu nível. O problema está em sabermos que já há jovens que se esforçam e estão desmoralizados por verem colegas que são uma balda e se safam sempre.
O problema na avaliação dos funcionários está ao mesmo nível… premiar quem engraxa e tem cunhas… avaliar por baixo quem trabalha, mas contesta quando há coisas injustas.
A avaliação dos funcionários está errada devido à nossa mentalidade.
Ainda hoje houve um exame para Assistentes Operacionais (tipo auxiliares de educação) e nesse exame perguntavam tudo, menos como se limpa e quando… como agir caso encontrem dificuldades com jovens ou crianças… como ajudar a dar almoços, etc… NÃO… as perguntas eram muito chiques… tipo se o 13º mês é ou não obrigatório, quais os feriados políticos… um exame destes só está a dizer às pessoas que o fazem, que se entrarem, vão fazer tudo menos trabalhar. O que importa é saber de leis e dos assuntos que competem aos professores ou serviços superiores, quando o que deveriam saber fazer era limpar e guardar recreios ou saber orientar almoços e saber relacionar-se com todos.
Uma pessoa que sabe SER, tem consciência de quando está a ser preguiçosa, de quando não está a dar o seu melhor, de que precisa esforçar-se mais, de que não sabe tudo e tem que se esforçar para aprender a ser humilde e TER HONRA na sua vida. Se souber SER, pode vir a TER algum conforto, mesmo que não seja necessário ser rico.
Por favor… é preciso ser bem claro, para que não passe a ideia de que é importante SER boa pessoa, mesmo que preguiçosa para poder TER o que no fundo ambiciona.