Não há dúvida do amor que os pais nutrem pelos filhos!

No entanto, nós, pais, muitas vezes, de forma não consciente, reagimos às questões ou às situações dos nossos filhos de uma maneira prejudicial, afectando, a curto e a longo prazo, o crescimento saudável e o bem-estar dos mesmos!

Porque é que isto acontece? Uma das principais razões é porque ninguém é Ensinado a ser Pai, em especial neste século de rápidas mudanças a nível social, educativo, tecnológico, financeiro, político, …! Em Portugal ainda não há esta tradição de haver Escolas ou Formações especializadas para Pais, apoiando-os para uma educação mais adequada dos seus filhos face às exigências e às necessidades dos mesmos, para algo já muito praticado em muitos outros países …

Com o objectivo de apoiarmos os pais nesta dura tarefa (Educar) decidimos lançar mais uma iniciativa no nosso Blog: Programa “Educação COE: Pais, como reagir?”

Este programa, que é concretizado na prática através de formações, consiste em partilhar junto dos pais as reacções ou comportamentos mais adequados que poderão adoptar junto das crianças, tendo em conta a personalidade dos mesmos e o temperamento da criança, face às diversas questões ou situações que estas colocam no dia-a-dia.

Mas afinal quais são essas reacções ou questões?

Propomos, neste momento, apresentar várias questões ou situações que as crianças colocam. Decidimos criar 4 módulos temáticos que serão publicados, respectivamente, nas próximas semanas no nosso Blog:

Módulo 1:

  • As Birras e o Poder da Criança
  • A Criança e a sua Relação com a Televisão/Computador

Módulo 2:

  • A Criança e os Amigos: Influências e Desinteresses
  • A Criança e a sua Relação com os Avós
  • Os Medos da Criança

Módulo 3:

  • As Perguntas Embaraçosas ou Sensíveis da Criança
  • Os Desejos mais ou menos de Carácter Sexual da Criança
  • As Brigas, Ciúmes entre Irmãos

Módulo 4:

  • Como Reagir a Situações Específicas da Criança
  • Ser Responsável e Liberdade de Escolha
  • Desenvolver a Autonomia da Criança

O que é que se pode esperar mais destas formações para pais?

  • Para além de se poder responder a muitas outras perguntas, apoia-se e orienta-se também o estabelecimento de regras e de limites, tendo em conta o temperamento da criança e a personalidade dos pais.
  • Explicar a importância de se estabelecerem regras e de limites. Porque ao contrário do que se possa pensar o estabelecimento de regras e limites evita muitos aborrecimentos. Basta pensar apenas neste detalhe: sem regras em casa ou com regras incoerentes e inconstantes a criança acaba por ser, mais cedo ou mais tarde, um peso maior do qual não se escapa.
  • Orientar sobre a maneira de levar a criança a aceitar as regras, porque no início ela oferece resistência.
  • Apoiar a criança a lidar com a frustração, a aceitar o “não” e outras emoções desagradáveis, mas sem gritar com ela, ameaçá-la, humilhá-la ou culpabilizá-la.
  • Perceber melhor o que é dar atenção à criança mesmo com pouco tempo disponível.
  • Demonstrar como comunicar mais facilmente com a criança.
  • Como levar a criança, com o tempo, a cooperar, a tornar-se afectuosa, amável sem ser submissa e a estar mais motivada para aprender.
  • Como valorizar a criança de forma não excessiva a partir de situações do dia-a-dia.
  • Um pai pouco sensível ou que não tenha paciência para a criança não significa que é um “mau” pai! É um pai diferente! Nestas formações espera-se que se um pai com estas características souber melhor como agir, saber o que não é aconselhável fazer, e não se sentir obrigado a actuar contrariado só para demonstrar que é um “bom pai”, vai facilitar-lhe a tarefa. Uma criança adora sempre os seus pais mesmo os mais insensíveis.
  • E mais outros tantos assuntos que podem ser abordados nestas formações que vão apoiar não apenas a tarefa dos pais, como também alimentar a auto-confiança e a auto-estima da criança levando-a a ser capaz de enfrentar melhor os desafios da vida, como por exemplo, estar na escola com a atitude ou postura mais adequada (concentrada, atenta, motivada, disciplinada, estudiosa, …) para se instruir adequadamente e assim, consequentemente, atingir os objectivos estabelecidos, obtendo o sucesso escolar desejado por ela e pelos respectivos Encarregados de Educação.

Sugiro que reflictam nisto, e que se inscrevam ou peçam a realização deste tipo de formações para pais, em grupo ou individualmente.

António Valentim

Psicólogo Clínico da COE

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